Polícia Civil indica responsáveis por acidente que vitimou a cantora Marília Mendonça - TV Jangadeiro

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Polícia Civil indica responsáveis por acidente que vitimou a cantora Marília Mendonça - TV Jangadeiro

Polícia Civil indica responsáveis por acidente que vitimou a cantora Marília Mendonça

por - 04/10/2023 às 16:33

Nesta quarta-feira (4), a Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a queda do avião que vitimou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas. De acordo com o delegado de Caratinga, Ivan Lopes, as autoridades atribuíram a responsabilidade da queda aos pilotos, que não conheciam a região. O acidente aconteceu em novembro de 2021, na Serra da Caratinga, em Minas Gerais. O caso foi classificado pelos policiais como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) triplamente qualificado por parte do piloto e do copiloto, com a impunibilidade por conta da morte de ambos. Fatores como um mal súbito dos pilotos, qualquer falha mecânica ou um possível atentado foram descartados.

 

As autoridades responsáveis apontaram que foi constatada negligência por parte dos pilotos, já que eles “dispunham de procedimentos para fazer uma análise prévia do local”. Na coletiva, o delegado mencionou que é normal que eles façam contato com outros profissionais quando pretendem pousar em um aeródromo desconhecido, o que não foi feito, de acordo com a investigação.

“Os manuais de procedimentos operacionais padrões da aeronave previam que o piloto deveria fazer o levantamento da existência de possíveis obstáculos nas proximidades. Caso os pilotos não tivessem tido a oportunidade de fazer esse levantamento, o manual previa um voo em passagem baixa para fazer esse levantamento no momento da aproximação”, explicou Ivan Lopes.

 

O delegado ainda apontou que o piloto “pode ter alongado a viagem pensando na comodidade dos passageiros”, já que tinha experiência em voos mais longos. Ele, porém, não tinha conhecimento amplo da área. “Na medida que as provas foram sendo conduzidas, caminhamos para uma negligência e imprudência dos pilotos, que gerou a queda. É fato que a aeronave se chocou com a torre, que não era sinalizada. O fato de não ser sinalizada poderia prejudicar a visão dos pilotos, mas não era obrigatório ter a sinalização”, afirmou Ivan Lopes.

O piloto Geraldo Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana morreram na queda, por isso as autoridades pedirão o arquivamento do caso.Na época, o relatório da Força Aérea Brasileira também descartou falha mecânica e apontou uma “avaliação inadequada” do piloto. Na coletiva, o delegado explicou que não cabe ao Cenipa designar a autoria e sim colaborar na prevenção de novos acidentes. No dia 1° de setembro, a Cemig instalou uma esfera de sinalização no cabo de uma torre de distribuição da empresa, seguindo uma recomendação do Centro de Investigação e do Comando Aéreo.

 

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